2025
Para onde você vai
A série “Para onde você vai“ nasceu de uma pergunta que me cutuca por dentro: qual o rumo que escolhemos quando já não sabemos o que, de fato, desejamos?
Nessa série, transformei o interior de um carro num espaço simbólico de pausa. Um intervalo entre o que ficou para trás e o que ainda não chegou. Um lugar silencioso, íntimo, de escolha e também de incerteza.
São quatro obras feitas com giz pastel seco sobre papel paraná. Nelas, os carros aparecem vazios. Não há figuras, só vestígios. Bancos, espelhos, paisagens pelas janelas. Tudo fala do que se move por dentro. Os carros, aqui, são cápsulas de decisão. Você pode pegar um táxi, um aplicativo, dirigir ou deixar que alguém conduza. Mas a pergunta segue viva: para onde, de verdade, você quer ir?
Essa série não traz respostas. Ela abre frestas. E convida a uma pausa. Um momento para respirar e escutar o que, talvez, ainda pulse aí dentro, mesmo que sem nome.
Para onde você vai não é só sobre um destino. É sobre reencontrar direção por dentro.



