Conheça o processo criativo da ilustração “Corcel afogueado, ou o périplo de Orosmindo”

Sair do interior do país em busca de oportunidade numa região mais próspera é algo bem recorrente. E é justamente uma história assim que o conto “Corcel afogueado, ou o périplo de Orosmindo” de Artur Ribeiro Cruz retrata.


Em 1989, a convite de sua irmã, Orosmindo sai do interior de Minas em direção a Sertãozinho - SP. Chegando na nova cidade já com emprego, o personagem principal logo se torna conhecido de muita gente e cai nas graças da patroa, Lucinha.


Curiosa por saber mais sobre plantas e animais, a esposa do fazendeiro Julio Chiarelli acaba por fazer amizade com Orosmindo, que escuta seus desabafos e a incentiva a buscar por liberdade. E após um evento trágico, em que o patrão morre atingido por um cavalo após uma discussão, o conto termina deixando no ar o destino de Orosmindo, que cai novamente na estrada.



Na criação dessa ilustração utilizei a técnica da monotipia com giz pastel seco, que além de altamente artesanal, permite obter apenas uma única cópia da imagem. No processo de estudo da técnica, tive como referência a obra do pintor e gravurista francês, Edgar Degas, conhecido por seus tons pastéis e por ter sido um dos principais entusiastas da monotipia.


Ao todo, para se obter o resultado final, são usadas duas camadas de papel, prensa e tinta tipográfica. A imagem deve ser trabalhada na ordem invertida e seu ponto de partida é sempre uma mancha de tinta.


Esta ilustração fiz para o Projeto Travessias, que te convido a conhecer acessando a página @travessias_incontros. Lá você pode saber um pouco mais sobre esse clube de assinatura literária incrível que, a cada mês, nos leva a imersões por novas trilhas culturais. Além de textos, a experiência é guiada também por meio de playlists, ilustrações e sugestões de vinhos.








6 visualizações0 comentário