Ilustração “O Tritão”, inspirado no conto de mesmo nome, de Dostoiévski.

Compartilhar meus processos criativos, detalhar um pouco das técnicas que utilizo e contar das inspirações de cada obra são uma parte muito prazerosa do meu trabalho. E hoje venho falar um pouco mais da ilustração “O Tritão”, que teve como inspiração o conto de mesmo nome, de Dostoiévski.


A Rússia do século XIX é o cenário da história que conta a reação das pessoas diante da aparição de um ser mitológico, o Tritão. Fantasia ou realidade? Todos se dividiram entre as duas percepções e, na busca por uma explicação, o acontecimento causou grande euforia e resgatou a esperança do país, dividido pela guerra por expansão territorial.




Na criação dessa ilustração utilizei a técnica da monotipia com giz pastel seco, que além de altamente artesanal, permite obter apenas uma única cópia da imagem. No processo de estudo da técnica, tive como referência a obra do pintor e gravurista francês, Edgar Degas, conhecido por seus tons pastéis e por ter sido um dos principais entusiastas da monotipia.


Ao todo, para se obter o resultado final, são usadas duas camadas de papel, prensa e tinta tipográfica. A imagem deve ser trabalhada na ordem invertida e seu ponto de partida é sempre uma mancha de tinta.


Essa ilustração foi produzida para o Projeto Travessias, que te convido agora a conhecer acessando a página @travessias_incontro. Lá você pode saber um pouco mais sobre esse clube de assinatura literária incrível que, a cada mês, nos leva a imersões por novas trilhas culturais. Além de textos, a experiência é guiada também por meio de playlists, ilustrações e sugestões de vinhos.








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